terça-feira, 5 de agosto de 2008

A mulher mais linda da cidade _ As duas melhores coisas da vida é comer !

Meu tédio se mistura à minha sobriedade demasiada em ressaca, em excessos...

As vezes me pergunto o por que disso tudo, nossos amores que nos deixam mais vivos mas que também nos matam ... acho que hoje mesmo li algo parecido com isso ¨melhor a dor da ausência do que da perda¨, era mais ou menos isso... ahhhhhh e será que isso é verdade ou será que é mentira? Duvido que os empiristas concordariam com tal, mas como um niilista convicto que sou não acredito em nada e nisso também seria contraditório crer, mas não deixa de ser interessante e ponto final.

Eu sempre respondo essas perguntas sem respostas com a seguinte expressão, “depende do ponto de vista”, não sei se a criei, talvez a tenha sim, logo eu que sou e que já fui julgado por muitos como um grande criador de axiomas, para lhe serem sinceros meus caros e poucos e selecionados leitores... Vocês sim são grandes e possuem almas nobres... São dignos de minha amizade... huahuaha mas que preponderância não !? Pois bem, voltando ao diabo da expressão axioma, quando a ouvi, não sabia o que era mesmo sendo julgado como tal... Senti-me um Gregório de Matos quando inserido no barroco, nem ele nem eu, e querem saber, para os infernos os axiomas e seus criadores!

Ahhhh... Meus amigos... meus poucos amigos, ouço no momento With litle help my friends – Joe Cocker, acho que hoje preciso de ajuda, uma pequena ajuda dos velhos e bons amigos, vocês já se sentiram assim ? Creio que sim... Mas isso é um outro assunto do qual trataremos em uma outra ocasião, ou numa mesa de bar, ou na cama com sua amada depois de um belo afago e demonstração afetuosa de carinho por ambas as partes... Afinal as duas melhores coisas que se pode fazer na vida é comer, concordam?

Falando em comer, hoje mesmo em um passeio conjugal com a mais adorada das criaturas, logo após termos compactuado com um expresso, uma torta de chocolate, hum ... “bacaninha” não? Até eu mesmo me impressiono com algumas atitudes de bom grado de minha parte, vejam bem; depois daquela demonstração de afeto, que foda se, se não foi sincera de ambas as partes, vai entender a alma humana, mas foi bom, afinal o que é bom para mim é sempre bom, já dizia meu alter ego que ainda não tem nome, lembram – se, sou niilista; acabei por comentar algo do tipo... “As duas melhores coisas da vida é comer”, dessa forma a garotinha me indaga e como bom cavalheiro que sou e pela educação que eu mesmo me proporcionei tive que me explicar de uma forma sucinta aquilo que a gente adora falar com um vocábulo chulo... Estão vendo só o que a falta de assunto ocasiona ? - Relatos

Mas me sinto vivo por poder compartilhar algo que me foi especial, que me fez sentir vivo, que me fez ter vontade de ser alguém na vida, que me fez realmente ter vontade de realmente me inserir no senso comum, acho que hoje como nunca me senti parte do outro lado da moeda da qual não compactuo e é por isso que hoje ouvi e reli uma letra do grande Black Sabbath _ Sabbath Cadabra Feel so good I feel so fine; Love that little lady always on my mind;She gives me lovin' every night and day;Never gonna leave her; Never going away” e terminarei esta pequena demontração de afeto e gratidão a mulher mais linda da cidade e da região dos inconfidentes, ouvindo também a maravilhosa canção Sweet |Freedon – Uriah Heep.



Dedicado a todas as pessoas que amo e que gosto de partilhar momentos simples, bucólicos e que para mim são grandiosos chegando perto do sublime, e também a algumas canções que realmente me identifico e que não conseguiria viver sem assim como vocês, você e você e principalmente você minha querida ..., Obrigado por existirem e me fazerem bem, vocês sabem quem são !

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Manifesto Inconsequente para salvar o Mundo.

Por acaso a entrevista concedida ao correspondente R.F foi lida pelo andarilho do mundo - Matuzalém da Costa - e de imediato se arresolveu se posicionar , e eu tomei a liberdade de postar o seu relato sobre o mundo.

"Jovens do novo milênio, também adultos e crianças; sei lá se novo milênio posso dizer , o negócio é que estamos entrando num tipo de colapso mental.

A morte é a nossa maior riqueza difícil de acrecritar.

Por meros objetos somos moldados, por meros objetos somo nomeados.

Na real grandeza sou eu enquanto tu, assim como vós e nós somos o Universo , unidos no infinito.

Se a propaganda convence, desfaça dela.

Antropofagie a Beleza;

Revolucione o Amor;

Rumine a Dor,

E nunca morra de Tristeza."

sábado, 2 de agosto de 2008

Ahhhhh!!!

Ora caríssimos. Estou aqui pensando em algo para escrever para esse tão renomado blog, com figuras tão ilustre como a do tímido Provinciano, do rodante Hellbanger, do sambante Saulo, do cantante Concesso e do apaixonado Aristides de flor na lapela, mas não tinha assunto nenhum a tratar. É noite de sábado, exatamente 20:27. Alguns diriam que eu devia estar na rua buscando as verdadeiras estórias. Eu penso que também devia estar na rua procurando, além das estórias, meu epíteto: que por ora é ‘o idiossincrático’.

Ouso o som dos carros passarem apressados, do ônibus com seu estardalhaço, de um cão que late ao longe... Ouso agora o som de passos femininos sob a minha janela; levanto-me e vou olhar quem é. Moça bonita que passa por aqui sempre, acho que mora por perto; casável. Aboleto-me novamente para escrever e nada vem em mente. Principalmente agora embebido do perfume da bela moça. Assuntos deviam ser vendidos na esquina, como cachorro quente; é inadmissível não haver assuntos. Deveríamos instaurar a lei: proibido não ter assuntos.

O cansaço não me deixa pensar, definitivamente. Acho que vou seguir o conselho dos possíveis conselheiros e sair para procurar as verdadeiras estórias, mesmo que elas nunca sejam escritas. O epíteto pode ir ficando aquele mesmo, sem problemas. Peço desculpas por não ter assunto e até mais ver.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Poema para uma noite estrelada

Que lindas são aquelas estrelas no infinito,
Tão distantes...

No entanto,
Eu não estranharia nem um pouco,
Se uma delas caísse
Sobre minha cabeça.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Entrevista com Henry Chinaski

A entrevista que se segue foi concedida ao correspondente do O Provinciano Cosmopolita em LA, R. F., pelo ilustre Henry Chinaski, que não nos cobrara nada, mas pediu que trouxéssemos cigarros e vinho bebível. Como sabíamos que gostava também de whisky levamos, além do vinho e dos cigarros, uma garrafa que nos disseram ser de um whisky relativamente bom, que só mais tarde eu fui saber que aquele era na verdade um dos piores do mercado: um whisky podre, como nos disse Chinaski.

R. F.: Olá Senhor Chinaski, saudações do Brasil.

Henry Chinaski: No Brasil há pessoas que saúdam?
R. F.: Pode acreditar!

R. F.: A primeira coisa que gostaríamos de saber de você nesta entrevista é o seguinte: você acredita que a vida tem sentido?
Henry Chinaski: Na maioria das vezes não; mas quando os cavalos fazem aquilo que pedimos a vida quase faz sentido... São bons momentos dos quais parece ser feito o paraíso.

R. F.: Você acredita em uma vida paradisíaca após a morte?
Henry Chinaski: Não, e mesmo que tenha é bastante possível que seja entediante; a não ser que sintamos uma eterna sensação do cavalo em que apostamos chegando em primeiro lugar.

R. F.: Você tem medo da morte?
Henry Chinaski: Não. Acho que de certo ponto de vista será legal, ninguém para encher o seu saco; além disso, mesmo que tenha alguém você não os dará ouvidos (um gole da garrafa de whisky). Por outro lado, acho que vou sentir saudades do gosto doce de um puro whisky escorces e de umas escapadas ao hipódromo.

R. F.: O que você acredita ser necessário para se viver?
Henry Chinaski: Cavalos, bebidas e mulheres que compactuam com os dois anteriores.

R. F.: O que você pretende fazer da vida incerta?
Henry Chinaski: Pretendo fazer o que é certo: comer, dormir, foder, mijar, me vestir, andar por aí e encher o saco dos outros. Está bom, acho que assim vou preenchendo os vazios da vida.

R. F.: Se o mundo fosse acabar hoje, de que forma seria para você mais interessante?
Henry Chinaski: Inundado em whisky escorces – seria uma morte divina...

Obs.: a entrevista continuou noite adentro, mas neste momento eu estava bêbado demais para continuar anotando; de modo que ela termina aqui.



sábado, 28 de junho de 2008

Fragmento III

O marxista é aquele que abandonou a idéia de Deus,
Sem, no entanto, abandonar a de paraíso...

sábado, 10 de maio de 2008

Auto navalhografia



Começo a escrever pelo lado avesso da folha. É bom quebrar a ordem lógica das coisas, nem que seja nesses mínimos detalhes de nossa levada. Este avesso é o lado B do disco, no tempo em que havia no mundo algum lirismo.
Sinto de forma muito forte um sentimento de vencido. Dói demais o sentimento de impotência. Não é nada fácil ter alguns sentimentos. Freud se mataria se tivesse convivido uma semana comigo. Talvez seja por estes sentimentos disformes que atribuo o excessivo valor que projeto nestas pequenas transgressões. Sutis, efêmeras, porém meditadas com engenho para serem eficientes formas de corrupção, além de serem fiéis mensageiros daquilo que não temos energia para expressar.
Com nenhum prazer em apresentar-me, digo-lhes um pouco de mim.
Sou um homem de meia idade que impressiona a todos na revelação de meus anos contábeis, pois parecem ser muitos mais. Mas não quero enganar a ninguém, muito menos a mim.
Sinto-me como um velho. Não tenho feito novos amigos. Os meus velhos companheiros me bastam, e só preciso deles para viver. Abandonei meus velhos vícios e tenho esperado, em igual proporção, muito e muito pouco da vida. Meu sentimento é dúbio em relação a quase tudo.
Já não sei dizer o que desejo para o futuro e os erros do passado tem me consumido. Não desenvolvi a arte da superação e o recalque é meu café da manhã. Sou um misto de frustração, desejo, euforia, inconstância e remorso, temperados com uma pitada suficiente de humor negro. Sou medroso, trabalho só por necessidade e detesto pessoas arrogantes e prepotentes.
Cada vez mais me apaixono pelas pessoas que estão ajudando a me construir e minha ojeriza com meu extrato bancário não me deixa dormir. Estou tentando ser funcionário público para ficar ainda mais sem propósitos. Não consigo sorrir por mais de dez minutos sem ficar constrangido e há dias em que meu coração ameaça parar.
Enfim, não sei de meu presente e sinto a constante ameaça do futuro.

Meu nome é Aristides Araújo.


Ouro Preto, maio de 2008


*Agradeço e dedico o presente a Cabritovários Cabritkovitch.