terça-feira, 15 de outubro de 2013

Concurso Rogério Salgado de Poesia

10º CONCURSO ROGÉRIO SALGADO DE POESIA

38 ANOS DE CARREIRA POÉTICA

Promoção: Virgilene Araújo – Promotora Cultural


Poderão participar poetas de todos os estados do país, inscrevendo até três poemas, que deverão estar digitados ou datilografados, de no máximo 30 linhas, incluindo espaços de uma linha para outra, e enviados em 03 vias cada um. Os poemas não poderão ter identificação de sua autoria, sendo que no rodapé da página deverá constar apenas o pseudônimo do autor. Anexar à parte, envelope lacrado contendo em seu interior o nome, endereço e e-mail para contato (se tiver). Por fora do envelope, constar o(s) título(s) do(s) poema(s) e pseudônimo do autor. No ato da inscrição será cobrada uma taxa de R$ 7,00 (sete reais) para despesas de manutenção do concurso, enviada em forma de cheque nominal a Virgilene Ferreira de Araújo. Caso ache mais prático enviar o valor em espécie e caso solicite, poderá ser enviado recibo para o poeta inscrito, desde que nos seja remetido junto, um selo de 1º porte para envio do recibo.
As inscrições deverão ser enviadas para a Caixa Postal 836 – Belo Horizonte/MG – Cep: 30.161-970, até o dia 30 de novembro de 2013, fazendo valer a data da postagem.
Serão selecionados por um júri composto de dois poetas, convidados pela organização do concurso, além do poeta homenageado, três primeiros lugares, que receberão, além de certificados, um pacote literário composto de livros e Cds, como incentivo a uma maior incidência de leitura. Caso os jurados achem necessário, serão conferidas menções honrosas.

Maiores informações pelo telefone: (31) 8421.6827.

Obs: as inscrições enviadas que não obedecerem ao regulamento, serão automaticamente desclassificadas.

domingo, 6 de outubro de 2013

Amigos e amigas, quem quiser dara quela força pro autor independente, está é a hora!
basta clicar no link abaixo e dar sua contribuição livre... a data limite é em finais de dezembro... todo mundo pode ajudar com um pouco para o poeta aqui distribuir seus livros pelas ruas, sem ter que depender diretamente do gover errado que criamos!

abrax!

https://www.vakinha.com.br/VaquinhaP.aspx?e=221732

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Midiáticas

Midiáticas

injetam silicone
vários ml
fariam um clone
mudariam a pele

refazem himens
combatem estrias
malham abdomens
nas academias

para mantê-las
só sendo nababo
dar-lhes estrelas
é menoscabo

dizem: "Artista
é o que sou
não o esteticista
que me operou"

fisgam otários
o corpo no anzol
ricos, empresários
da tv, do futebol

um filho garante
a vida mansa
mais diamante,
iate, poupança

boca de botox
pode até rasgar
seriam de inox
pra não gastar

tome maquiagem
neste manequim!
verniz, camuflagem
evitando cupim

há de todo tipo
problema não há
se é gorda, lipo
se anorexa, spa

boneca pasteurizada
movida a cobiça
se autopsiada
só achariam caliça

na sua armadilha
o rico sai falido
parece uma filha
mas ai do marido

vai à criogenia
pra não morrer
assim um dia
poderá tudo ter

esperará, no final
então criogenada
a pedra filosofal
do seu conto de fada

ansiará bastante
o que hoje não se tenta
o futuro transplante
de massa cinzenta

quarta-feira, 3 de abril de 2013

"Ela se perdeu na palavra que calei
na angústia que criei
e num último golpe de sorte
ela me mostrou a mão aberta em acenos
e o rosto derretendo em água.
Eu, calado, pra não gritar
saí apressado do saguão
indo perdido pra não sei onde
e nunca mais voltei.
e fingindo tudo estar bem,
entrei num bar qualquer
pedi uma cerveja dois copos
e bebi
sozinho
em minha solidão o sonhos que a covardia me fez perder"
Rômulo Ferreira

domingo, 28 de junho de 2009

Casos provincianos

No longínquo fevereiro de 75, numa sexta feira de carnaval, Geraldo entra na fábrica de tecidos para uma jornada de trabalho das 13 às 22 horas. Estava decepcionado de ter de ir trabalhar num carnaval de Deus. Sabia que às 23, quando conseguiria chegar à folia já estaria no final da festa na rua. Era a hora que os foliões com dinheiro se recolhiam aos bailes de salão; como não era ocaso dele ser um desses foliões...

Caminhando pelo corredor de entrada da fábrica, Geraldo ia pensando em como conseguir burlar o trabalho para cair na folia. De longe avistou o encarregado de sua área e foi logo se achegando para ver o que ele podia fazer.

– Bom dia sêo Valdemar!

– Bom dia Geraldo! Você me cumprimentando com tanto entusiasmo, aposto que está querendo alguma coisa...

– Te confesso: preciso de uma licença de 5 dias.

– O que foi dessa vez? Seu avô paterno morreu novamente?

– Quê isso, sêo Valdemar, não sou sujeito de mentiras! É que preciso fazer uma viagem à capital, com urgência.

– Te dou os cinco dias, mas depois do carnaval, pois precisamos de você aqui estes dias.

– Aí já não vou precisar...

– O que você quer é uma folga no carnaval, não é? Muito bonito...

Geraldo deu uma risada concordante com o que sêo Valdemar dizia. Depois de bater o cartão, foi se adentrando mais e chegou onde estavam algumas mulheres que lá trabalhavam.

– Como vai Carminha?! Ei, Lurdinha! Ei todas as inhas! – disse Geraldo.

– Lá vem ele cheio de graça. – disse Carminha, que ajeitava os cabelos para proteje-los das engrenagens da máquina.

– Carminha, meu amor, o que você vai fazer nos próximos cinco dias?, perguntou Geraldo, com seu jeito brincalhão.

– O mesmo que você.

– Então vamos curtir o carnaval juntos? Que maravilha!

– Acorda, Geraldo! Tenho família para criar: o que vamos fazer é trabalhar. A não ser que você agora deu para ser burguêz e vai no baile do clube depois do expediente. Mesmo assim não posso ir...

– Você acha mesmo que eu vou trabalhar durante o carnaval? O mundo na folia e eu aqui me matando?

Foram para o trabalho pois já passava da hora para se começar a atividades. Geraldo trabalhou durante algumas horas, sempre matutando um plano para salvar seu carnaval – pois carnaval é uma vez por ano! Quase se acidentou certo momento por causa da distração. Por volta das 17 horas, lembrou-se subtamente de que outro encarregado, sêo Chiquinho, havia dito certa vez que o dia em que alquém se atrevesse a chamá-lo por seu apelido, tomaria uma suspensão de no mínimo uma semana.

– É disso que preciso! – disse Geraldo consigo.

Ele foi então atrás do homem que resolveria sua situação. Quando Geraldo o viu , ele estava importunando algum funcionário por agum motivo besta. É hoje que ele solta fogo pelas ventas, pensou Geraldo. Deixou que sêo Chiquinho acabasse de falar as suas ao funcionário circunspecto e se aproximou com aquela cara só sua. Deu uma batidinha amigável com a mão nas costa do Chiquinho.

– Como vai, sêo Chiquinho ‘Poucas Pregas’?! – disse Geraldo, num tom um pouco irônico, um pouco sério, como um exímio sofista.

Chiquinho ficou vermelho feito um peru. Saiu, como Geraldo previra, soltando fogo pelas ventas. Foi direto à sala do diretor geral que logo solicitou a presença de Geraldo.

– Você está suspenso por sete dias. – disse sêo Ornelas impassível.

– Mas o que é que eu fiz? – perguntou cinicamente Geraldo.

– Você ainda pergunta o que fez? – perguntou sêo Chiquinho.

– Você ainda pergunta o que fez? – perguntou o diretor, quase que ao mesmo tempo que Chiquinho, e contiunuou – Tratou de forma desrespeitosa um superior seu.

– Mas eu não sabia que estava lhe faltando com respeito, seu Chiquinho!

– Imagina...

Geraldo assinou a adivertência que lhe dava sete dias de folga, ou melhor, de suspensão. Passou na área onde trabalhava para pegar sua bolsa. Teve ainda o tempo de um dedo de prosa.

– Te disse que eu ia ao carnaval, não disse? – falou Geraldo a Carminha, com um sorriso estampado no rosto.

– Como conseguiu isso, seu sem vergonha!

– Na próxima sexta, quando eu estiver de volta e com tempo, te conto.

E Geraldo saiu às pressas e se escondeu no alto das escadaria que dava assesso à fabrica. Logo chegou à porta os três: sêo Chiquinho, sêo Ornelas e sêo Valdemar.

– Aquele sem vergonha já sumiu feito fumaça; agora deve estar rindo de nossa cara... – dizia Chiquinho, mais vermelho do que nunca.

Geraldo acabou de subir a escada e lá do topo deu um forte assovio para chamar a atenção dos três. Quando notou que eles estavam vendo-o, fez-lhes uma banana e se foi dando gargalhadas.

sábado, 27 de junho de 2009

R. F. atacando de poeta romântico (morto aos 21)

Acho que Ela merece versos;

Merece!

Pois bem;

Mesmo eu não sendo um poeta,

(ou antes,

um poeta digno)

Tiro da manga versos,

Que não rimam com nada,

Que são disperssos,

E que se fossem vendidos,

Não valeria uma moeda.

Mas meus versos vêm com nobre intuito,

Sincero:

O de louvar a beleza –

Desejada por todos.

Versos saídos da manga?

Sim!

Minhas mãos saem das mangas da camisa,

Escrevem esses versos,

Que não têm outro intuito,

Senão o de louvar a beleza:

Em especial a beleza Dela!

Mas meus versos não conseguem ser belos...

Será que é essa fumaça do futuro?

Os salavancos da pós-modernidade?

O mundo a todo vapor?

Meu coração a todo vapor!

Meus olhos vêm fumaça futurística,

E por entre ela,

O sorriso inflamável que aquece as caldeiras de minhas entranhas!