sábado, 27 de dezembro de 2008

Viva a Capitu


Dissimulada o bastante para pirar
qualquer marmanjo e um olhar de tomenta,

Ela não me engana e creio que a
você também não, meu caro leitor.

Olhando o seu primogênito, é inegável o pulo de cerca.
A cerca, imaginada por nós é mais um obstáculo a ser superado por ela.
"A vida é uma ópera", e digo mais...é uma tragédia. E se "Deus é um poeta", serei um Escobar se fazendo de Bentinho, sempre a procura de mais uma Capitu para amar.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

SONS

“What Good Can Drinkin’ Do” bebendo com os amigos. “Flower In The Sun” numa festa. “Misery’n” depois de um fora. “Loverman” com a cabeça encostada no colo de uma pequena. “My Dearest Darling” pensando na melhor buceta de sua vida. “Quero” para os dias de liberdade. “Farewell Song” para uma viagem até o Falcão. “Canto Das Três Raças” para recordar as raízes. “Manhã De Liberdade” para os dias de esperança. “Palmares” para os dias de luta. “Me And My Gin” para os dias melancólicos de Julho. Os dias cinzentos são os mais belos, quando uma nuvem espessa e homogênea cobre toda a extensão do céu. Não existe Sol, Lua ou estrelas. Não existe um universo infinito com bilhões de galáxias e zilhões de luzes. Nestes dias, são apenas nós e a nossa solidão. Somente temos por companhia o som da chuva que deixa o mundo molhado. Silêncio para os dias cinzentos.

domingo, 19 de outubro de 2008

Fragmento VI

"Prova Empírica"


Eu vi a pedra que esteve no meio do caminho do poeta;
Foi quando ela estava no meio do meu caminho.

Peguei a pedra e a levei para casa.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O MESMO

Meus sentidos acumulam:

tédio, preguiça, cansaço;

quase param, estrangulam

a vida só onde passo.


Raciocínios frios traço,

mas afãs não se calculam.

Por mais que haja espaço,

nadas e nirvanas me circulam.


Vida plena de coisas reais

Vermes no sol, luas comerciais

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Sem Resposta

"Oh! tanto risos ,oh! tanta alegria
mais de mil palhaços no salão"

Não faço mais do que calar.
O quê aconteceu?
Até a minha morte tem hora de chegar,
e a sua também, por sinal...
Vamos dançar? Te convido para no ar da fantasia
delirar, gozar o ato , o coito.
Meu nariz é transparente, e o seu?
Te convido pra jantar, então!Comerei sua carne e sugarei seu néctar.
E vc morderá meu coração.
Faço questão, meu amor..se ainda chamas assim.
Ao circo vamos! Rir de nós é o melhor remédio para
esperar que passemos na televisão.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Urbutopic

Chove e é noite numa cidade neblinada.
Parecida em sonhos, reflete talvez um ar de tristeza,
mais muita complacência e encanto diante do mundo.

De uma caminhada modernista, surgiu permanente.
Das danças paisagísticas encobriu-se no mistério.

Não há partida e nem chegada...só transição.
Não há forma nem razão,
enquanto a mão rebater atenta
o simples ato da revolução.

Utrus dia fui lá na casa de Caxeta, filho de Nico do seu Zé Menezes da mercearia(Pode conhecer!). Surpreendi de imediato com sua figura, meio embriagada e uma cara de cachorro raivoso. Tava bão não!Falava de universos. Só igual a ele pra entender....coisas simples...Falava com contextos inesperados, como -"sou invísivel"- , ou - "sou ligações celestiais concretas, ou pó do sideral"- Seria de fato a globalização?O resultado do alto conhecimento humano sobre ele mesmo?Ah..rssfdj..me enganei..rsrs,isso aí é união disfarçada de povos ,né?Pobre seria um sábio, que não me levasse em consideração. Sou poeta pô...sou poeta.Ou seria alucinação?
Deu no jornal:
Namorado mata namorada, e esquarteja o seu corpo ficando apenas com a buceta pra chupar.
A buceta apodreceu no final.
CENSURADO

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Olhe ao lado

"Olhe para todos a seu redor e veja o que temos feito de nós.

Não temos amado, acima de todas as coisas.

Não temos aceito o que não entendemos porque não queremos passar por tolos.

Temos amontoado coisas, coisas e coisas, mas não temos um ao outro.

Não temos nenhuma alegria que já não esteja catalogada.

Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora, pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas.

Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos.

Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo.

Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda.

Temos procurado nos salvar, mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes.

Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de ciúme e de tantos outros contraditórios.

Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível.

Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa.

Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada.

Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos o que realmente importa.

Falar no que realmente importa é considerado uma gafe.

Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses.

Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer “pelo menos não fui tolo” e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz.

Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos.

Temos chamado de fraqueza a nossa candura.

Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo.

E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia".

क्लारिस लिंस्पेस्क्टर

[sine data]