
sábado, 27 de dezembro de 2008
Viva a Capitu

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
SONS
domingo, 19 de outubro de 2008
Fragmento VI
Eu vi a pedra que esteve no meio do caminho do poeta;
Foi quando ela estava no meio do meu caminho.
Peguei a pedra e a levei para casa.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
O MESMO
tédio, preguiça, cansaço;
quase param, estrangulam
a vida só onde passo.
Raciocínios frios traço,
mas afãs não se calculam.
Por mais que haja espaço,
nadas e nirvanas me circulam.
Vida plena de coisas reais
Vermes no sol, luas comerciais
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Sem Resposta
mais de mil palhaços no salão"
Não faço mais do que calar.
O quê aconteceu?
Até a minha morte tem hora de chegar,
e a sua também, por sinal...
Vamos dançar? Te convido para no ar da fantasia
delirar, gozar o ato , o coito.
Meu nariz é transparente, e o seu?
Te convido pra jantar, então!Comerei sua carne e sugarei seu néctar.
E vc morderá meu coração.
Faço questão, meu amor..se ainda chamas assim.
Ao circo vamos! Rir de nós é o melhor remédio para
esperar que passemos na televisão.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Urbutopic
Parecida em sonhos, reflete talvez um ar de tristeza,
mais muita complacência e encanto diante do mundo.
De uma caminhada modernista, surgiu permanente.
Das danças paisagísticas encobriu-se no mistério.
Não há partida e nem chegada...só transição.
Não há forma nem razão,
enquanto a mão rebater atenta
o simples ato da revolução.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Olhe ao lado
"Olhe para todos a seu redor e veja o que temos feito de nós.
Não temos amado, acima de todas as coisas.
Não temos aceito o que não entendemos porque não queremos passar por tolos.
Temos amontoado coisas, coisas e coisas, mas não temos um ao outro.
Não temos nenhuma alegria que já não esteja catalogada.
Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora, pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas.
Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos.
Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo.
Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda.
Temos procurado nos salvar, mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes.
Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de ciúme e de tantos outros contraditórios.
Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível.
Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa.
Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada.
Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos o que realmente importa.
Falar no que realmente importa é considerado uma gafe.
Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses.
Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer “pelo menos não fui tolo” e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz.
Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos.
Temos chamado de fraqueza a nossa candura.
Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo.
E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia".
क्लारिस लिंस्पेस्क्टर[sine data]